Eu ia escrever…

Eu-ia-escreverNós, Mulheres de Quinta, interagimos de forma cada vez mais frequente, diria que é um saudável vício diuturno, que se estende de domingo a domingo, por email, telefone, MSN, pessoalmente, teleboy ou transmissão de pensamento. Às vezes estamos reunidas, falando ao mesmo tempo e em clima de cumplicidade. É lógico que todas se entendem, pois tal habilidade é natural entre nós, mulheres, que fazemos muitas coisas ao mesmo tempo. Em outros momentos, choramos, rimos ou sonhamos aos pares, por princípios de identificação ou necessidade de desabafar para aquela amiga.

Um desses encontros ocorreu em uma sexta-feira, durante um breve e maravilhoso happy hour, em que, como sempre, eu aprendi coisas interessantes.

Muitas sugestões de crônicas surgiram no meio das eloquentes conversas, pois uma serve de inspiração para outra e acabamos contaminadas, além de definir, como se fosse uma pauta, quem vai falar deste ou daquele assunto. Só que o acordo dos temas não é algo assim, como diria, “compromisso moral”.

A gente diz que vai escrever sobre determinada proposição, mas muitas coisas acontecem entre a mesa do bar e o computador de cada uma de nós. As ideias se dissipam e até se transformam, como está acontecendo comigo agora. Só que a promessa da crônica foi realizada por mim, uma das anônimas do blog, mas o texto legal e desprendido que sai deste ’corpitcho’ é da Laïla, a minha caprichosa inspiração que só se personaliza quando quer e tem vontade. Já faz 24 horas que chamo pela Laïla e nada.

Assim, mudei a pauta, como faria uma repórter que sai para cobrir a quermesse e acaba encontrando o Papa. Hoje estou me achando e quero mais é assumir a personagem de papisa da minha oportunidade e, quem sabe, reforçar o compromisso de um dia escrever sobre o tema que prometi. Aproveito a minha singular chance para deixar um recado para Laïla: “Obrigada por permitir a minha manifestação, mas aparece logo porque as Mulheres de Quinta merecem palavras mais espirituosas”.

 

Foto: Tommy Johansen/Stock.xchng

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Whisky X Memória

[zilla_alert style=”white”] By Carminha [/zilla_alert]

Sou mulherrr que bebe, que bebe com classe, com estilo. Minha bebida predileta é o whisky, whisky de qualidade, diga-se de passagem – a Escócia jamais foi a mesma depoisss que passei por lá.

Porém, tenho um pequeno problema com esse néctar dos deusesss, ele me causa lapsos de memória. Não foram poucas as vezesss em que me lembrei do que fizzz e do que não fizzz somentes uns dois ou três dias depois do ocorrido. Algumas vezes me vêm à mente somente fragmentosss dos meus atosss.

Whisky-memoriaMe recorrrdo, por exemplo, que comecei dançando na fesssta e depois, não sei como, fui pararrr numa praça discutindo/namorando com o rapazzz que era, digamosss, um pseudonamorado. Me recorrrdo que voltamos para a pisssta de dança e a festa acabou muito bem, obrigada.

Depois de um tempo o rapazzz me contou todas a barbaridades que eu disse a ele.

Houve tambem a vezzz em que no dia seguinte, horasss depois de a festa acabar, perguntei ao namorado da época se realmente havia dito e feito cerrrtas coisas das quais estava me lembrando. Ele, todo contente, me disse que sim – e que gostaria de saber quando é que iríamos tomarrr um porre de whisky novamente.

Caí na pista de dança, levantei plena e absoluta e segui dançando. Já entrei na cozinha da festa pra perrguntarr por que que o garçom estava demorando para levar meu whisky; tive converrrsasss ótimasss e fizz grandes confidênciasss para pesssoas que jamais irei ver novamente; já me acorrrdei na cama sozinha, sem terrr a menorrr ideia de como fui parar lá.

São muitasss as históriasss que tenho para contar, ou melhor, para lembrar, tendo o whisky como companheiro. Acredito que algumas nem tiveram final tão feliz; o que garanto é que no dia seguinte eu estava linda, pronta para outra, porque Carrrminha e whisky de no mínimo doze anos são assim, meu bem. Luxo puro e diverrrsão garantida.

 

Foto: Quentin Houyoux/Stock.xchng

O primeiro e-mail

By Gilka

Meu primeiro e-mail era preto com letras verdes de fósforo e só funcionava dentro da universidade. Tínhamos que ir ao cê-pê-dê e pedir uma senha para ser atendido por uma gorda que retrucava “esse usuário já existe” (trocentas vezes) até ganharmos uma conta no Vortex. Apesar das dificuldades, a febre espalhou-se rapidamente. Como não existiam sites para visitar, e se existissem, não sabíamos o endereço, e se soubéssemos, a operação seria por códigos que ninguém entendia, a opção popular era trocar e-mails com os colegas do mesmo curso. Adivinhem o assunto.

Na velocidade dos três-oito-meias, se descobriu que era mais fácil teclar sobre coisas que não se falava pessoalmente, e se falássemos, também não teria a mesma graça. markinhus@vortex.ufrgs.br ficou com valeria79@vortex.ufrgs.br que acha duarte.bruno@vortex.ufrgs.br gostoso mas nunca teve coragem. Então uma amiga comentou que um dos usuários era bom de cama. Pronto! Eu me apresentei por e-mail mesmo, e fui averiguar a tecnologia. O rapaz? Estudava na minha sala, mas nunca tínhamos dirigido a palavra. A cama? Bem grande. Mas a surpresa foi um amigo dele – a quem fui apresentada e que veio a ser o primeiro homem que amei. Bem ou mal, nos conhecemos através da internet!

Meses depois, essa conexão caiu e arrasou meu sistema. Terapia, terapia, terapia. Fiquei escaldada e passei de lado por todas as evoluções da internet. Caguei e andei pro Orcutifício, pro Caralivro e pro Piante. Confesso que tentei o chate do Terra. Arrumei uma trepada (um horror) e nunca mais entrei. Enchia a boca para falar mal da coisa. Onde tu conheceste ele? Na internet? O quê? Isso não vai dar pé. Imagina, ele pode ter se copiado e se colado todinho, se passado o corretor ortográfico genital e tudo mais. Guria! Isso é um perigo.

Quinze anos e eu forte, crente e fiel ao barzinho, balada, prazer, qual é o teu nome, o teu signo, tu vem sempre aqui? Dia desses eu fui a um bar e me vi naquela situação cama outra vez. Igualmente grande. E dessa vez a surpresa foi o site que ele me apresentou: http://www.last.fm. Uma rádio on-line que registra todas as músicas que eu escuto. A cama seguiu seu rumo, porém a rádio ficou nos favoritos. Navegando entre usuários, conheci um gatinho que vive na Escandinávia.

A primeira mensagem era branca com letrinhas pretas de cristal líquido. Nem dava para notar de tão inocente que foi. Bá, legal o teu gosto musical. Eu respondi. Obrigado por visitar meu perfil, eu também curto Jay-Jay Johanson. Desde então, em dez meses, foram dois mil e-mails, mais de um terabyte de fotos, músicas e filmes trocados, sem falar no Skype. Como é que pode? A gente nunca se encontrou pessoalmente e eu nem quis perguntar o signo dele.

Elucubrações de Laïla

[zilla_alert style=”white”] By Laïla [/zilla_alert]

Laïla, minha inspiração, é um ser maravilhoso e inteligente. É tão intelectual que às vezes, ou melhor, todas as vezes, só consigo captar parte das mensagens sugeridas. De repente percebo que o entusiasmo Divino se manifesta no nosso dia a dia de maneira simples. E nem se importa em ver o nosso nome assinar sua criação.

A ignorância humana não permite entender que, essa “coisa” que vem de uma hora para outra, que nos arranca suavemente do descanso e nos coloca em alerta para ouvir com o coração, é algo muito especial, tão especial que não conseguimos explicar, apenas sentir que é bom.

A ideia se apresenta calmamente, mas seu raciocínio está séculos luz a nossa frente. E eu, com meu modesto QI (de sabe-se lá quanto, pois nunca dei credibilidade para esse detalhe), sinto necessidade de acompanhar suas palavras. Percebo-me como uma aluna de letras passando pelo desafio de efetuar um quilométrico cálculo matemático.

Elucubracoes-de-LailaCompreenderam o entrave da mortal que recebe dádivas e mais dádivas? O relacionamento intuitivo é simples e complicado: Laïla é compassiva e eu, pós-insensível. Sou a criatura que não é totalmente ignorante, pois tenho determinada vivência. Poderia me definir como bacharel em percepção. Um dia chegarei ao doutorado.

A nossa interação funcionaria como um quebra-cabeça quase perfeito, se não fossem minhas limitações sensoriais. Ela é a poderosa mão, e eu, apenas o dedo com a consciência de quem não pode sobreviver sem aquela; também posso ser o coração fora do corpo ou a raiz sem a terra. A Laïla arremessa a bola com a técnica de uma jogadora habilidosa, e eu pego o que der, como conseguir.

Depois que deu seu recado, de maneira calma e tranquila, a inspiração retorna sei lá para onde. Faço o balanço da minha atuação e começo a trabalhar. Vou me ocupar com um excelente prazer na vida: casar as palavras, hábito que admiro desde meus 11 ou 12 anos de idade.

O ofício da crônica indica que a invenção não é particular. A necessidade de escrever não vem de mim, mas em mim. Se eu quiser desenvolver um texto a partir de um tema determinado, não conseguirei o objetivo. A não ser que o tópico se refira a uma matéria jornalística, mas aí é outro assunto. A técnica reina sobre a emoção.

O registro do entusiasmo criador necessita do combustível inspiração para que o veículo escrita se dirija a algum destino. E esse lugar eu nunca sei onde é, mas vou interagindo. Percebo que o acaso é paciente. As sensações tomam conta do meu ser e exibem modelos de pensamentos elaborados com nobreza. Isso é o que sinto, apesar de nem sempre colocar no papel. Pelo menos fico atenta aos sentimentos oriundos de Laïla, através de suas elucubrações.

 

Foto: Gözde Otman/Stock.xchng

A gente é vip

Saímos na revista VIP! Sem nem mostrar os peitos!

Nosso blog foi selecionado para a coluna Direto do blog delas. Tá na edição de outubro, página 170.
Um “obrigada” imenso ao pessoal da revista, que foi muito gente fina; a todas as mulheres e blogueiras de quinta, que têm feito esse espaço mais divertido e interativo; e aos nossos queridos homens de todos os dias… por sempre nos darem tanto assunto!

A bicicleta e a vida

A bicicleta e a vida 2Ganhei minha primeira bicicleta aos 7 anos. Usei as rodinhas por muito tempo, me sentia segura, fazia ótimas manobras. Quando fiquei maiorzinha retirei, ou melhor, retiraram uma das rodas, e as manobras ficaram mais radicais. Um dia, sem querer, me vi em cima de uma bicicleta sem nenhuma rodinha. Não tinha opção: ou andava ou queimava o filme com a turminha. Não tive muito tempo para pensar, quando percebi me empurraram e eu fui. Claro que caí, mas subi novamente e fui tentando, caindo e levantando até que parei de cair e segui pedalando bem contente. Isso foi há mais de vinte anos, mas a imagem da minha prima me empurrando está gravada na memória.

Agora, imagina se na vida, em certos momentos, para tomarmos certas decisões ou para iniciar projetos, tivéssemos a oportunidade de usar “rodinhas”. Usaríamos no início, para ter segurança, para não cair, e com o tempo retiraríamos uma “rodinha” para nos aprimorarmos, para nos acostumarmos com a ideia, para irmos criando mais e mais confiança.

Sei que para certas coisas nessa vida a gente até tem como usar “rodinhas”, mas foram poucas as vezes em que pude aproveitá-las. Tudo que vivi até hoje foi assim no empurrão, quando vi estava lá fazendo, vivendo, arrumando a mala e indo. Talvez seja por isso que não sofro de véspera: se tem de fazer, se tem de viver, ok, vamos lá, empurra aí que eu vou.

Pode parecer loucura, imaturidade, irresponsabilidade até, mas dessa forma é que encontro coragem, rapidez e frieza, em certas situações, para resolver problemas, para iniciar ou finalizar coisas.

As “rodinhas” somente aparecem quando minhas decisões envolvem/atingem terceiros; mas se for só sobre mim, somente para mim, vou no embalo da bici. Se puder tiro até os pés dos pedais, pra ver até onde aquele empurrão vai me levar. Dependendo, ou desço da bicicleta e procuro outra, ou pedalo bem forte pra chegar aonde quero.

E que venha o próximo empurrão.

Lourdes

[zilla_alert style=”white”] By Carminha [/zilla_alert]

Nessas minhas andanças pelo mundo já morei com várias pessoas, umas ótimas, outras nem tanto. Enfim, a vida é assim às vezes, temos sorte ou não.

LourdesEis que a sorte bateu em minha porrta, ou eu na dela, no ano de 2004, quando conheci essa maravilhosa chamada Lourrdess. Nossa amizade não foi à primeira vissta, não; coisa que vem fácil vai fácil, meu bem! Ela foi consstruída a cada troca de receita, a cada dica sobre a melhorr tinta pro cabelo, a cada elogio sobre os acessórioss – assim os pontos em comum foram surrgindo. Adorávamos uma feira, pegar ônibus e se perrderr pela cidade, converrsar com pessoas dos mais variados estiloss, dançar muito e beber de graça.

Então, com o passar dos meses, nessa casa onde a mistura de estilos, gostos e comportamentos era o cerne de tudo, surrge a palavra “amiga” entre Lourrdess e Carrminha. Com ela vêm também muitas cervejas, cigarrinhos do demônio, risadas, até lágrimas, tudo bem visceral, ao melhor estilo amizade.

Nós até fazíamos amizade com outrasss mulheresss, mas o requisito era: tem de saber beberr, mulher que toma um copo de cerrveja e fica tonta não serve, é ridícula!

Lourrdess é muito prendada, corrte e cosstura, faz lindass bijuteriass, cozinha como poucass, é mulherr que trabalha duro. É casada e muito bem obrigada, maridão querido, companheiro dela, que currrte boa música, que gossta de política, que se veste bem. Nem poderia ser diferente, poiss uma mulher puro luxo só pode ter um marido puro luxo!

A vida, sempre ela, fez com que um oceano nos separasse, mas nada que um email ou msn não possa resolver, e Carminha sabe que cerrtass amizades são pra vida toda. Lourrdess está num momento sublime, pois está grávida! E eu estou muito felizz em saber que mais uma criançaa com muito estilo e luxo total vem ao mundo.

 

Foto: “Mile End Station: onde tudo começou.”

Cabelos

Meus cabelos são muito importantes para mim, pois eles acompanham todas as mudanças que ocorrem na minha vida. Acredito que o mesmo acontece com os cabelos de vocês, leitores e leitoras.

Um dos meus primeiros cabelos marcantes foi o famoso estilo Chitãozinho e Xororó; que atire a primeira pedra as pessoas na casa dos 30 anos que nunca tiveram esse cabelo. Eu era pequena, mas me lembro que tinha muito orgulho do meu topete. Depois veio a época do cabelo repicado, o meu era praticamente uma juba de leão, pois esse era o sentido do cabelo, quanto mais repicado, mais na moda se estava.

Os anos se passaram e com eles chegaram as luzes!! Lembram da moda das duas mechas loiras na franja?!! As minhas foram praticamente medidas a régua para ficarem perfeitas. Depois a mecha “cresceu” e eu fiquei quase loira; e de loira quase verde, de tanta coisa que fiz no pobre cabelão. Daí cansei de tudo e virei ruiva chanel, tive quase todos os tons de ruivo possíveis e imagináveis, só pra ver no que dava. Sem contar as crises existenciais, os términos de namoro, emprego novo, nova estação: tudo era, e ainda é, motivo para passar a tesoura no cabelo.

CabelosDepois de 12 anos com o mesmo cabeleireiro, resolvi mudar, porque achava que esse já não acompanhava mais minha mente, minhas mudanças. Encontrei um que me entende e que, pasmem, não é gay! Com ele, novos cortes, novos estilos, novas confidências. Fiquei uma época afastada dos salões, deixei o cabelão crescer muito, parei de pintar, depois de um tempo voltei ao salão, cortei novamente, pintei e cortei – enfim, aquela coisa de mulher.

Eis que chegou o momento de voltar a ser natural, até porque já nem lembrava mais o que eu era, então voltei a ser castanha. No dia em que completei 26 anos (isso já faz um tempão) descobri meus primeiros cabelos brancos (eram três fios, me lembro muito bem). Chorei de emoção, de surpresa, de tristeza – foi uma mistura de sentimentos, muito estranho. Hoje, aos trinta e poucos, tenho bem mais de três fios de cabelos brancos, que estão ali crescendo, envelhecendo comigo. Tenho orgulho deles, da forma como me vejo fico feliz em estar envelhecendo aos poucos, e vendo meu cabelo ali mais um vez me acompanhando. Depois de tantas modas e momentos que passaram pela minha cabeça, agora é a hora de ficar coroa, ou melhor, de começar a ficar coroa. A decisão esta tomada, não irei pintá-los, já fiz reuniões com meu cabeleireiro a respeito. Se algum dia virem por aí uma coroa de cabelos grisalhos, cheia de estilo, podem contar que sou eu.

 

Imagem: Nico Sonspack/Stock.xchng

Sem saber

Sempre fui uma pessoa bem informada sobre o mundo, principalmente nos quesitos política e sociedade (e também sabia sobre as fofocas das celebridades, afinal de contas sou mulher). Já cheguei ao ponto de estar morando em outro país, saber tudo que estava acontecendo nele e também sobre o que acontecia no meu querido Brasil (bem na época em que a esperança venceu o medo). Depois de voltar, segui, como sempre, me informando: lendo, assistindo três jornais por noite, quando a dúvida surgia lá ia eu perguntar aos amigos mais sabidos, enfim, seguia por dentro do que estava acontecendo no mundo.

Sem-saberMas eis que algumas mudanças surgiram na minha vida, entre eles um trabalho que me deixa sem força nem vontade para nada – no final do dia só quero tomar banho, ler meus e-mails e escrever para o blog. Resultado: estou por fora do mundo já faz quase um ano, sim, um ano. Para se ter ideia, só soube que o avião da Air France caiu porque estava indo viajar, só soube que o Michael Jackson morreu porque uma amiga me mandou um torpedo.

Quer saber o que mais me surpreende? É que estou sem saber de nada e estou feliz!

Sei que não seguirei assim para sempre, então, pra não ficar tão por fora, resolvi comprar na última semana as duas únicas revistas brasileiras que, acho, merecem ser lidas: Carta Capital e Caros Amigos. E não é que me vi lendo as mesmas notícias? Sociedade que cresce desordenada, sem educação, sem distribuição de renda decente, um governo que tem de colocar sua ideologia não se sabe onde para poder sobreviver; ou seja, tudo sempre igual.

Bom saber que o debate e a crítica ainda existem, que ainda há uma imprensa que presta neste país, que se posiciona, mas que também questiona. Sei que ainda há pessoas, alguns amigos inclusive, que conversam, debatem, se informam. Mas isso está tão distante das pessoas “comuns”; do verdureiro, da faxineira, até mesmo de alguns professores. Para esses “comuns”, estar sem saber já faz parte de suas vidas, errados estão eles? Aprendi que em certos casos, para certas pessoas é melhor não questionar.

 

Foto: Brano Hudak/Stock.xchng

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