Odeio poesia

By Gilka

Eu estava em surto e bati a tua porta suplicando uma chance e atenção.
Para achar a outra se despedindo sorrindo veneno de glória barata de gente sem coração.
Tua cara de culpa de sexo mal feito em pedaços de papel rasgados pelo chão.
Gente que transa. Trama cama pela simples conquista gozada e possessão.
A dor de enfarte, a visão opaca, minhas mãos cerradas atirando objetos na tua direção.
A náusea do cheiro fluido passado futuro rasgado nessa imunda traição.
E quando tudo estava esparramado parei de odiar e nunca mais amei o bastante.
Perdi a rima naquela tarde de agosto. Perda sem reversão.

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