Homens loucos V

Homens-loucosTudo aconteceu em um único final de semana. Na sexta, o que diz ser a fim de mim teve uma crise de pânico, ciúmes e insegurança comigo – por causa da namorada dele. No sábado o que diz me amar – mas a distância nos separa – espalhou para o mundo que está namorando e que está muito feliz. No sábado, o que diz querer ser pai dos meus filhos deu uma surra no filho dele, e no domingo o que diz ser minha alma gêmea confessou ter outra. Não, eu não estou cheia de opcões, estou é sem nada!

Decidido, “terminei” com todos, porque gente louca não muda, mas mau gosto sim! Até nojo de mim senti por ter me envolvido com tantos loucos durante toda a minha vida amorosa. Na verdade acho que se tive uma pessoa normal na vida foi muito – ou seja, o mau gosto impera na minha vida há anos. Não acredito em príncipes encantados, não acredito em amor à primeira vista; acredito, sim, que há homens menos loucos neste mundo. Os homens mentem o que sentem, mentem quem são de verdade… mentem, mentem, mentem…

Ou será que é meu “dedo podre” que sempre escolhe o mais errado de todos?! Chega de perguntas, porque nunca mais precisarei destas respostas. Estou em outra, agora o bom gosto vai prevalecer, o dedo podre não vai mais existir. Ouvi dizer que 2010 é o ano da mudança, porque é ano de Oxum, Santa Bárbara, Iemanjá, São Jorge e sei lá o que mais. Enfim, quem não mudar de verdade ficará estagnado nos próximos 12 anos; portanto, it is now or never.

 

Foto: Scott Adams/Stock.xchng

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Acaso?

…pois não é que o mesmo destino que interrompeu o ciclo das coisas me trouxe de volta o amor que não tive? Existe um bar mágico, bem pequeno, mas capaz de abrigar duas pessoas por horas, talvez, sem que elas se vejam. Aí, quando tudo parece perdido… tchanananan! Não é que ele estava ali o tempo todo? Isto em uma das pouquíssimas vezes em que saí. Não é coincidência demais?

Eis que terminamos a noite juntos! E foi ótimo. Depois, para evitar sofrer, voltei para minha casa decidida a não ficar pensando nele. Por que ele não me ligou, afinal, se no fim das contas não voltou para a ex? Ah… ficou comigo só porque eu estava ali, pensei. E até pode ter sido isto mesmo, então resolvi ficar na minha, zerei minhas expectativas.

Qual não é a minha surpresa quando ele entra no msn “só para me dar um oi”, segundo ele mesmo, e para dizer que quer me encontrar ainda nesta semana. “Sexta, quem sabe”. “Sexta fica ótimo”, respondi. Combinado, então. E cá estou novamente com as minhas velhas expectativas, sonhando novamente – dormindo e acordada. Bom, pelo menos estou mais tranquila, despreocupada. Vamos ver no que vai dar. E se não der em nada, pelo menos é ótimo ter essa sensação novamente.

 

Foto: Stock.xchng

Alguém conhece o bar do Marinho?

Visualiza a cena: trêbada, carente e apaixonadíssima por um cara que era a cara do Rodrigo Santoro (OK, ele foi uma das minhas melhores aquisições – fala a colecionadora de homens!). Namoramos três meses.

Quando nos conhecemos ele tinha uma namorada que estava de viagem marcada para a Alemanha. Tivemos que trabalhar juntos, e eu disse (brincando):

Alguem conhece 2– Se você não tivesse namorada, eu dava em cima de você!

Ele respondeu:

– Acontece que ela não é a mulher da minha vida.

No dia seguinte em que a namorada embarcou, ele me convidou para tomar um chimas na Redenção. De lá fomos pro bar do Marinho, onde algo começou… muitas cachaças e eu coloquei a mão dentro da calça dele! Ele ficou assustado e amou, lembro que me disse algo do tipo “você é a mulher da minha vida” (o que não faz o tesão!).

…foi uma história romântica, sexual e explosiva que começou no Marinho e lá terminou algum tempo depois… Mas enquanto durou me reascendeu vários pedaços…

O teto do quarto dele era vermelho, a gente dançava balé na cozinha, eu usava suas cuecas e me achava o máximo! Escalávamos o cume do Itacolumi – ou algo do gênero! A maioria dos meus poemas eróticos foram escritos naquele ano, em função daquele Apolo magro e quase inteligente. Mas eis que o encanto acabou, ele queria sair com os amigos e aquele intenso amor de Felícia deixou de ser interessante. Ele não queria mais fazer Capelletti pra mim e tinha outros interesses… foi me deixando de lado. Eu surtei. E surtei mesmo! Me sentia carente, corria atrás dele – nada de novo em se tratando de mim, mas OK (dizem que com o tempo a gente muda, assim espero!).

O fato é que eu estava correndo atrás dele e, como ele me ignorava, disse pra ele:

– Eu te amo mesmo tu gozando em cinco minutos! Mas te amo tanto que tô disposta até a mudar de país pra conseguir viver longe de ti!

OK, intensificado ao quadrado. Uma declaração de amor ao lado de uma declaração de horror! Falei isso na frente dos amigos dele e fui morar fora alguns meses depois. Ele ficou dois anos sem falar comigo.

E aquela namorada que tinha ido pra Alemanha? Depois de tudo o que rolou entre a gente, quando ela chegou da Alemanha, ele foi buscá-la no aeroporto (e eu imagino que ele tenha dito que sim, que ela era a mulher da vida dele. Morna que nem ele!).

De volta ao mercado

De-volta-ao-mercadoEste mês decidi que voltarei a olhar para os lados, me permitir a conhecer pessoas, a errar, errar e errar para então sei lá quando acertar. Estive parada, bem parada, neste mundinho chamado relacionamentos. O que andei praticando, e muito, foram aquelas conquistas de loucura de festa, onde o álcool, a música e a galera nos ajudam a ficar com o primeiro que aparece na frente. Mas disto eu já cansei, ja sei de cor como funciona – já estou até dando cursos e palestras a respeito.

Cansei de ficar com o cara, anotar o telefone (não ligar, é claro) e, quando recebia a ligação, no visor aparecia: “Fulano, não atender”. Por que esta revolta? Este comportamento? Porque meu coração estava fechado para o amor. Foi exatamente esta frase que usei para explicar às amigas minha situação naquela época.

Passados alguns anos, cansei de “louquear” por aí. Estou de volta ao mercado, ao mercado do amor, digamos assim. Não saio por aí a procura de, mas agora pelo menos olho para os lados e me permito ser olhada e, se alguém chega perto, sou gentil e converso – aliás, isto eu sempre fiz, mas acredito que carregava uma placa dizendo “Não estou para romance”.

Agora mudei, estou sem placa nenhuma, tenho até um terno sorriso nos lábios. Não foi do dia para a noite que decidi isto, analisei vários fatores e a conclusão é: no momento não quero namorar, mas quero romance, quero alguém que me ligue e eu atenda com vontade, não só com tesão. Porque tesão a gente pode ter por qualquer louco, mas ter vontade da companhia de alguém já é outra coisa.

Já estou preparada para errar, para ligar e não ser atendida, para atender quando me ligarem e até para trocar uma boa cerveja no bar do momento por uma sessão de cinema.

 

Foto: Peter Miller/Stock.xchng

Frio

Ele disse que adora o jeito que a gente fala, já tinha estado no sul, em Curitiba. Era longe e fazia frio. Eu disse que Porto Alegre ficava mais longe e fazia mais frio.

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