O Ex Ideal

[zilla_alert style=”white”] By Gilka [/zilla_alert]

Chamá-lo-emos de “ez” – para facilitar o plural “ezes”, já que podem ser muitos.

Diz o velho ditado que esposa se escolhe olhando para a sogra. Contrapondo, nós mulheres (de quinta) deveríamos selecionar nossos homens visualizando o dito cujo já como ez. Ou é a fulaninha do escritório, ou a grana curta. O fim tem sempre seu começo. Relacionamento sempre acaba. Na metade dos casos, a justificativa passa perto do “tu merece alguém melhor do que eu”. Na outra metade, do “sei lá”, seguido da ingestão acidental da língua sem sufocamento do falante. (Ez-falante, daquele momento em diante.)

Como li aqui neste blog, um dia o passado pode sentar na mesa ao lado. Puxar conversa, e voltar à pauta como “ez” em todo o seu esplendor. Eu mesma cultivo vários. Muitos. Não me falta cinema, jantinha, ême-pê-três da hora, carona ou massagem.

Depois do terceiro ez, a gente vicia. Alucina. Quer um ez novo a cada estação. Vê o mundo quase pelo avesso. Ou simplesmente, pelo ângulo que sempre deveria ter visto o bicho homem. Desta forma, também mantenho o risco de levar um outro fora a níveis muito baixos. (Vamos combinar – fora de ez não conta.)

Meu ez ideal é o ez-sexual. Ele não se importa em prestar favores. Até abusa um pouquinho. Passa a fazer coisas que não fazia antes, e que tampouco faz com a “da vez”. Curto também um ez-emocional. Esse geralmente te trocou por outra, se desculpou e virou amigo divã. Íntimo. Mais cedo ou mais tarde, ele acaba “ezando” de umazinha qualquer. Então vem a desforra.

A ez-desforra
O ez bate à tua porta pedindo colo com uma garrafa de vinho embaixo do braço. Prontamente te sentirás única como na primeira trepada (com esse ez, não com o primeiro ez absoluto). Darás o colo, cafuné e o escambau. Tudo sem sexo. Afinal, ez é coisa séria. Quando ele estiver chorando, desarmado, com a cara nas tuas coxas – tu meditarás pausadamente em profundo silêncio: filho da puta (vírgula) viu só como é bom ser chutado?

É por esses entre outros tantos motivos, que eu prego: viver de ezes é viável, saudável e econômico. Os abraços são mais sinceros e as brigas quase inexistentes. Por tabela, escapamos de prestar contas se a relação é aberta e de enfrentar os narizes torcidos da hipocrisia para as coisas da modernidade. Não é nada, gente. Ele é só meu ez, ficamos (amigos).

E para ti? Como é o ez ideal? Desabafos serão bem vindos na janelinha de comentários aqui debaixo. Alívio garantido ou o seu ez de volta.

DummiesDummies by Mira Shemeikka on Flickr

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9 thoughts on “O Ex Ideal

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  1. Realmente, a gente vicia em “ex”… e essa história de figurinha repetida não vale pra mim… o que tem valor deve ser sempre desfrutado, hahahaha.Por isso que é bom criar novos “ezes”!

  2. Eu gosto muito de ex. embora nao tenha tido muitas experiencias com meus ”EZES” tipo de ”ezes” perfeitos, os q nao cobram ,mas que tbm nao agem como c nada tivec acontecido.os booons de cama

  3. eu tenho um ex q nunca sumiu .. ñ passamos uma semana sem nos falarmos… sempre rola umas cantadas.. ou de uma parte, ou d eoutra ou de ambas. As vzs aparece aqui em casa .. rolam uns remembers, a atual leva chifre e fica td na mesma ..tem certos tempos q é bom usufruir dese ex, mas tbm é arriscado ter recaidas sentimentais.Adorei o blog! vou listar la no meu ^^bjss

  4. Mas gurias, recair ao ex é andar para trás… Só vale a pena se for unica e exclusivamente para manutenção sexual mesmo (para os períodos entressafra entre o ex e o próximo ex, hehehe). Para que insistir no erro? Vamos ao próximo! E não adianta dizer que uma coisa não exclui a outra: no momento em que dedicamos uma noite de quarta, quinta ou sexta para um ex, estamos deixando as figurinhas novas para depois. E não vou nem falar do sábado, né?

  5. Ai, sabe o que eu acho? Ex é bom para aquelas fases em que a gente não quer saber de incomodação. Tu já sabes como vai acabar… porque já acabou! Então é só curtir.E haja fôlego para figurinha nova a cada dia da semana, hein?!?

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